𝑻𝒚𝒍𝒆𝒓 𝑯𝒂𝒚𝒆𝒔 𝑫𝒂𝒘𝒔𝒐𝒏 tem 18 anos, nasceu em Asheville, Carolina do Norte, e atualmente mora em Forks, Washington, com o tio materno, Frank. Filho de Daniel Dawson e Laura Hayes Dawson, cresceu ao lado dos pais e do irmão gêmeo. Aos dez anos, foi passar um final de semana com Frank, que morava em Forks. Foi uma decisão que acabou mudando sua vida: enquanto Tyler estava com o tio, seus pais e seu irmão sofreram um acidente de carro. Daniel e Laura morreram, e o irmão foi dado como morto, embora seu corpo nunca tenha sido encontrado. Tyler permaneceu com Frank, que assumiu sua criação.Seu pai era pianista e professor de música, e foi com ele que Tyler aprendeu as primeiras melodias ainda criança. Havia um piano em casa, e Daniel costumava ensinar ao filho o que sabia. Tyler conserva vídeos antigos das apresentações do pai e ainda os assiste de vez em quando. Não é apenas a saudade que o faz voltar a essas gravações; ele também gosta de observar os movimentos, a técnica e a maneira como Daniel interpretava cada peça.Desde que chegou a Forks, Tyler tem sido acompanhado pelo senhor Whitmore, professor de música e pianista clássico que reconheceu suas habilidades ainda na infância. Ele demonstrava um ouvido musical extraordinário, conseguia reproduzir melodias com facilidade e aprendia peças em um ritmo incomum para alguém de sua idade. Adrian passou a orientá-lo e a desenvolver sua técnica, convencido de que o garoto poderia chegar muito mais longe do que imaginava. Hoje, acredita que Tyler tem condições de tentar uma vaga na Juilliard, em Nova York. O problema é que Tyler não sabe como custear os estudos e a mudança. Adrian, seu mentor — como gosta de ser reconhecido —, já tentou conversar com ele sobre bolsas e auxílio financeiro, mas o rapaz evita fazer promessas quando nem sequer sabe se conseguirá arcar com as despesas básicas de uma vida longe de Forks.No último ano do ensino médio, Tyler trabalha à noite tocando piano em um hotel de luxo e passa parte do dia ajudando Frank em sua oficina mecânica. Não recebe pelo serviço. O tio já abriu mão de muita coisa para criá-lo, e Tyler não quer acrescentar mais essa despesa à vida dele. Prefere ajudar no que pode, mesmo quando Frank insiste que não precisa se preocupar tanto com isso.Frank é um homem discreto, que raramente fala sobre o que sente. Não costuma elogiar Tyler diretamente, mas nunca se incomodou com a música que o sobrinho trouxe para sua casa. Enquanto o rapaz toca — quando toca — ele segue com suas tarefas, ouvindo sem interromper. Frank também carrega a frustração de não poder financiar a formação musical que Tyler talvez merecesse, embora não saiba como conversar sobre isso com ele.Os dois têm uma rotina própria. Acompanham jogos de futebol americano juntos, e Tyler, que não é particularmente interessado no esporte, assiste principalmente pela companhia. Frank fica mais animado durante as partidas, ri, comenta as jogadas e faz piadas. Tyler raramente admite o motivo de gostar tanto desses momentos, mas é difícil não perceber que ele presta mais atenção à felicidade do tio do que ao resultado do jogo. Quando os amigos o convidam para sair, por outro lado, nem sempre consegue aceitar. O ensino médio, o trabalho no hotel e a oficina ocupam boa parte de sua semana, e isso costuma render brincadeiras sobre sua falta de tempo.Alguns amigos vivem insistindo para que ele entre na banda de garagem deles. Tyler já recusou o convite mais de uma vez, não por se considerar melhor do que os outros, mas porque sabe que não conseguiria assumir mais um compromisso. Quando dizem que ele prefere tocar para hóspedes ricos, costuma responder que pelo menos o hotel paga suas contas. Ainda assim, ele não é antissocial nem passa os dias trancado em casa. Gosta de estar com os amigos, brinca com eles e sabe aproveitar uma folga quando consegue. Às vezes, são justamente eles que aparecem em sua casa para tirá-lo de lá. Frank, longe de impedir os passeios, costuma ser o primeiro a mandá-lo aproveitar a noite.Tyler costuma ser mais observador do que falante, mas isso não o impede de se divertir, mesmo tendo tido que amadurecer mais cedo do que os demais ao seu redor. Tem um humor discreto, gosta de uma boa provocação e sabe responder à altura quando implicam com ele. Não precisa ser o centro das atenções para aproveitar a companhia dos outros. Em casa, é parecido: gosta de estar perto de Frank, mesmo quando os dois estão ocupados demais para conversar.